• Lourenna Miguel

O Direito à memória Criativos da Cidade

No sexto episódio da série Direito à Memória: Criativos da Cidade conversamos com o senhor Paulo Assis, um artista de rua que através do desenho e da pintura esboça o seu olhar sobre a vida.



“Nasci em Sabará, tenho 69 anos e sempre tive a arte como o princípio básico de vida, ou seja, toda manifestação artística carrega os sonhos, e se somos criados, somos cocriadores. Deus não fez a obra acabada, senão haveria razão de ser.


A função dos artistas em todas as áreas, nada mais é que representar a arte maior, a arte divina. Tornei-me artista de rua pintando e desenhando na minha cidade. No final da década de 60 fiz um curso de Belas Artes em Belo Horizonte para ampliar meus conhecimentos. Posso dizer que trabalho e respiro arte há 50 anos. A minha maior alegria é poder levar essa manifestação cultural para o povo, a arte tem que estar onde o povo está.


A arte dentro dos museus fica estática, quantas pessoas vezes nunca viram um pintor criando? Para mim é uma grande satisfação levar a arte onde eu estiver. O artista de rua não tem preocupação com a fama, com o poder, ou com o dinheiro, porque o talento é a maior riqueza que nós temos. Se você estiver bem com você mesmo, então estará bem em qualquer lugar.



O Brasil é um celeiro de artistas, muitos não reconhecidos e sem o devido apoio, o que é triste. Eu sigo usando a minha inspiração no dia a dia, reafirmo que o meu objetivo é levar alegria, estímulo e esperança para o povo em qualquer lugar.


Eu quero viver até o final dos meus dias como pintor, há 21 anos eu fiz das praças de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro e do Nordeste meu ateliê. O que me dá imensa satisfação é compartilhar através da arte a inspiração do momento, coloco o cavalete e produzo na hora.

A arte é uma manifestação divina, ela alivia e abre os horizontes, enfim qualquer manifestação artística salva.


Acredito que as próximas gerações no Brasil poderão desfrutar das belezas naturais e da arte com mais liberdade, respeito e entendimento de tudo que temos.


Todas as artes a maior delas é a de saber viver.” Paulo Assis, 69 anos, artista de rua.

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